quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A Obsolescência da Coisa Pública Desprogramada

 

Triste a realidade de quem vive em uma certa cidade do Maranhão ou praticamente em todo o estado ao verificar que as obras públicas são feitas para não durar ao contrário daquilo que acontecia antigamente quando inclusive os prédios públicos eram feitos para durar. É o caso por exemplo do Teatro Arthur Azevedo em São Luís que foi construído em 1817  tendo, portanto, 209 anos de construção sendo o que mesmo não se pode falar da Av. Industrial em Imperatriz, Maranhão que foi asfaltada no afã Das eleições de 2022, mas que agora em 2026 já se encontra esfarelando quase que literalmente.

 

O mais trágico disso tudo é que os políticos e os gestores públicos são pagos com o dinheiro do contribuinte para fazerem bom uso da Rex Publica, mas infelizmente não é isso que acontece na prática depois o que se vê é o descaso, para não dizer o mínimo em relação à qualidade das obras públicas que são realizadas. Diante disso o retorno entre aquilo que se paga em termos de imposto e aquilo que o cidadão verifica em seu dia a dia é frustrante, termo esse para usar outros talvez mais contundentes.

 

Além desse problema da questão da falta de compromisso do gestor público com a população, ainda se tem a questão de que a obsolescência é um conceito do capitalismo que Visa justamente o lucro pois os produtos que duram não são de interesse do próprio sistema capitalista, pois o consumo depende justamente da obsolescência das coisas seja por conta de um produto se tornar tecnologicamente ultrapassado, O porque um concorrente lançou um outro produto com características diferenciais em relação ao seu concorrente.

 

Ora, com as obras públicas não deveria ser assim pois essas não visam o lucro de uma empresa visto que justamente os entes estatais sejam elas prefeituras, o governo do estado ou até mesmo o governo central não visam o lucro como num capitalismo. Acontece que infelizmente, existe uma captura do interesse público ainda que de forma não oficial por parte daqueles que fazem uma obra e dependem da obsolescência desta para continuidade de seus negócios.

 

Desta maneira a população perde, pois a qualidade da obra pública sempre é ruim, pois por exemplo no caso do asfaltamento da avenida industrial não se sabe ao certo qual a qualidade do material da pavimentação, mas pode-se verificar pelo menos empiricamente que não é bom pois passados menos de 2 anos após a conclusão da repavimentação desta via pública a mesma já apresenta em alguns trechos buracos que não deveriam estar ali, e quem são conhecidos na engenharia como patologias.

 

É trágico perceber que os gestores e políticos que deveriam justamente zelar pela coisa pública tem uma visão diametralmente oposta aquilo que é preconizado em termos de ideia para o gerenciamento da infraestrutura mínima necessária para o funcionamento de uma cidade como é o caso de Imperatriz do Maranhão. Verifica se o descaso, a falta de compromisso, e se percebe uma cultura Imediatista, é uma sociedade que pela Riqueza que tem deveria justamente se comportar ao contrário.

Imediatismo esse que só faz enxergar o hoje, fruto de uma cultura que não amadureceu seus processos construtivos é que se vê atropelada pela dinâmica do capitalismo e pela falta de uma de uma consciência de cultura fenotípica e de uma identidade cultural, que já nasce destruída por conta da falta de concordância em relação aos aspectos históricos construtivos de uma Cidade Estado.

Em outro momento, em outro texto abordarei a problemática do imediatismo na cultura do Trópico controla úmido. Até a próxima.

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